Arto Saari


(PT) Arto Saari não precisa de apresentações para aqueles que viveram o skate nos anos 2000, assim como eu. Flip “Sorry”, “Really Sorry” e Alien Workshop “Mind Field” são vídeos épicos que tiveram este skatista no elenco, sendo um verdadeiro ‘gnarly’. Sua contribuição no skate continua intensa, mas agora também como grande fotógrafo.

A entrevista foi conduzida com a participação do fotógrafo Diego Sarmento, que me ajudou a explorar as vivências deste skatista que hoje atua atrás das lentes. Tenha uma boa leitura.

(EN) Arto Saari needs no introduction for those who lived skateboarding in the 00’s like me. Flip’s “Sorry”, “Really Sorry” and Alien Workshop’s “Mind Field” are epic videos that had this skateboarder in its cast, being truly gnarly. His contribution to skateboarding continues intense, but now also as a great photographer.

The interview was conducted with the participation of photographer Diego Sarmento, who helped me to explore the experiences of this skater who now acts behind the lenses. Have a good read.

Interview by Marlon Oliveira and Diego Sarmento.

arto-saari-by-diego-sarmento-01Photography by Diego Sarmento

(PT) Por muitos anos você foi o skatista fotografado…

É, eu fui por alguns anos…

Qual foi o momento exato que você passou para o outro lado da lente e realmente fotografou?

Eu costumava fazer vídeos com os meus amigos quando eu tinha uns 13, 14, só filmando pequenos vídeos de skate e tal. Eu comecei a tirar fotos um tempo depois.

Estive fotografando o tempo todo, andando de skate e viajando. Mas eu comecei a ser pago para fotografar uns 2 anos atrás, talvez uns 4 anos atrás, e eu acho que aí as coisas começaram a mudar. Eu provavelmente fotografei uns 12 anos, só fiquei fotografando e fotografando e fotografando até que eu fui pago por uma foto. Então eu acho que esse foi realmente o ponto de mudança. Eu diria que eu comecei a levar isso a sério em 2012, e em 2013 eu estava recebendo chamadas e sendo contratado para viagens com diferentes marcas e fotografando. As coisas foram crescendo daí em diante.

Há pouco mais de 3 anos, eu diria, que isso tem se transformado mais em um trabalho. Agora tem se equilibrado com andar de skate, e as fotos tem começado a tomar mais e mais do meu tempo. Mas é divertido ir em viagens, porque você pode fotografar e ainda assim andar de skate, só que sem pressão. Não é como se eu tivesse que ser o primeiro cara na frente das câmeras sabe, resolvendo o que tem que ser feito na hora. Eu fotografo tudo, e se o lugar é bonito e parece legal de andar, eu dou um rolê. Hahaha.

(EN) For many years you were a photographed skateboarder…

Yeah I’ve done a few years…

What exact moment did you pass to the other side of the lens and really take pics?

I used to film videos with my friends when I was like 13, 14, just filming little skate movies and stuff. I didn’t start taking pictures ‘till a little later.

I’ve been shooting pictures the whole time skating and traveling. But I started getting paid to shoot photos, a couple of years ago, maybe 4 years ago, and I guess that’s the turning point. I shot probably over 12 years, I just kept shooting and shooting and shooting until I get paid for one picture. So I guess that’s the real turning point. I’d say I started taking it seriously in 2012, and in 2013 I was getting calls and getting hired on trips and going with different companies and shooting. It’s kinda been elevating from there.

A little bit over 3 years now I’d say, that it’s been kinda turning more into a job. Now it’s balancing with skating, so the photos are slowly starting to take more and more of my time. But it’s fun going on trips, cuz you can shoot and you still skate, but the pressure’s off. It’s not like I have to be the first guy in front of the lens you know, figuring out what to do on the spot. I’ll shoot everything, and if the spot looks good and it’s fun, I’ll skate. Hahaha.

arto-saari-by-catia-joner-02Photography by Cátia Joner

(PT) Atualmente você tira mais fotos do que anda de skate?

Tudo depende do lugar. Obviamente eu estou ficando um pouco mais velho e não posso pular todos os corrimões e escadas que eu quero, então eu aproveito mais tirando fotos. E os caras novos são tão ‘gnarly’, eles sabem todas as manobras novas e estão mandando muito, então eu gosto de capturar esses caras. Eu fico quase tão empolgado tirando uma boa foto quanto comigo fazendo uma manobra de fato. Eu gosto mais disso agora, as coisas tem mudado para esse lado. Mas as vezes quando o lugar é realmente bom, eu fico tipo “hey, alguém fotografa aí, eu quero dar um rolê”.

Você prefere fotografar ação, estilo de vida ou alguma outra coisa?

Eu meio que passo por fases entre ação e estilo de vida. Eu gosto dos dois, tudo depende. As coisas de ação hoje em dia são meio padrão, já fotografei muito disso, então eu meio que já sei o que fazer e o que esperar. As vezes eu me empolgo mais em fotografar um estilo de vida nada montado sabe, e daí você acaba capturando aquele belo momento que está acontecendo.

Fotografar uma manobra de skate com alguém é bem “da hora”, bem meditativo, você coloca as luzes aqui e ali, e você sabe o que vai conseguir tirar dali. Mas eu gosto de fotografar com a minha câmera pequena, e tentar pegar aqueles momentos desprevenidos que você não tem como antecipar. Então é como uma pequena caça, você tem que estar sempre alerta. Eu curto bastante o estilo documentário e algumas das minhas inspirações são o Don McCullin, alguns fotógrafos de guerra, eu gosto dessas coisas também. Mas eu gosto de ambos, eu gosto de preparar uma foto e preparar tudo, tomando meu tempo. E também tem o outro lado da fotografia, que é um pouco mais ganancioso, e você apenas “corre e atira”…

(EN) Currently you take more pictures than you skate?

It all depends on the spot. Obviously I’m getting a little older and I can jump down every rail and all the stairs that I want to, so I enjoy more taking pictures. And the kids are so gnarly, they got all the new stuff, the new tricks and they’re going crazy, so I enjoy capturing those guys. I almost get a kick out of it more shooting a good picture than me actually getting a trick. I enjoy that more now, it has kinda switched over to that side. But sometimes when the spot is really good then I’m like “hey, someone else shoot it, I wanna skate it”.

Do you prefer to shoot action, lifestyle, or something else?

I kinda go through phases between action and lifestyle. I enjoy both, it all depends. The action stuff these days is kinda standard, I’ve shot a lot of it, so I kinda already know what to do and what to expect. Sometimes I get more of a kick out of the non set up lifestyle stuff, you know, if you end up catching that good moment of something that’s happening.

Shooting a skate trick with somebody is pretty neat, pretty meditative, you put the lights here and here, and you know what you’re getting. But I enjoy shooting with my little camera, and just try to get those off guard moments that you can’t premeditate. So it’s kind of a little hunt, you always have to be alert. I’m really into documentarian style and some of my inspirations are Don McCullin, some of the war photographers, I like that kind of stuff too. But I enjoy both, I enjoy setting up shots and really lighting things up, just taking my time. Then there is the other side of the photography, which is a little bit more greedier, and you just “run ‘n’ gun”…

arto-saari-by-catia-joner-01Photography by Cátia Joner

(PT) O que você acha dos novos caras, dos novos caras f*das no skate?

Eu acho que todos no skate, os caras novos que estão vindo agora, estão mais preparados. Eles andam em tudo. Eles andam na rua, andam em transições, andam em bowls. Eles estão crescendo andando em coisas diferentes ao invés de ficarem presos a uma área do skate. Então eu acho legal como um todo que o skate está em todo o redor. É legal andar em meio-fios, é legal andar em bordas, é legal andar em escadas, corrimãos, bowls, mini rampas, enfim… Isso meio que regressa para aquela época do Mark Gonzales no começo dos anos 90, quando as pessoas podiam simplesmente andar de skate em tudo. Você não é apenas um skatista de vertical ou de street, você é um skatista, você anda de skate no que aparece na sua frente. Então eu acho que a nova geração está pegando o melhor de tudo, de todos os mundos do skate. E eles são tão ‘gnarly’, eu nunca teria imaginado que o skate estaria nesse nível de agora, está sempre “seguindo remando”. A galera vê vídeos do que os outros fizeram alguns anos atrás e eles pensam “ah, é isso que os Pros fazem, esse é o padrão”, então eles aprendem todas essas coisas e adicionam seu próprio tempero a isso. Eles “continuam remando”, fazendo combos diferentes, fazendo novas manobras.

(EN) What do you think about the new guys, the new sick guys on skateboarding?

I think the whole of skateboarding, the new kids coming up now are more well rounded. They’re skating everything. They’re skating street, they’re skating transitions, they’re skating bowls. They’re growing up skating different stuff instead of being stuck on one area of skateboarding. So I think it’s cool as in a whole that skateboarding is coming around. It’s cool to skate curbs, it’s cool to skate ledges, it’s cool to skate stairs, handrails, bowls, mini ramps, whatever… It kinda comes back to that stage that it was Mark Gonzales like in the early 90s where people could just skate everything. You’re not just a vert skater or a street skater, you’re a skateboarder, you just skate whatever is in front of you. So I think the new generation is getting the best of all of it, all the worlds of skateboarding. And they’re gnarly, I could have never even imagined that skateboarding would be at this level now, it’s always “keep pushing it”. Kids see videos of what people did a few years ago and they’re like “oh, that’s what the Pros do, that’s the standard”, so they learn all that stuff and then they add their own flavor to it. They keep pushing it, doing different combos, doing new tricks.

arto-saari-by-diego-sarmento-02Photography by Diego Sarmento

(PT) Qual a sua contribuição para o skate no lado dos negócios? Eu sei que você trabalha com o time da Flip, Volcom, New Balance e outros…

Eu tento ficar longe do lado dos negócios, eu não quero ter nada a ver com isso, eu só fico totalmente fora do mundo dos negócios. Eu fui um skatista e agora tiro umas fotos, é tudo que eu quero fazer. Eu não quero ficar preso em empresas podres e todas essas coisas na verdade. Eu gosto de estar em campo. Sendo skatista, você está sempre por andar de skate, e a fotografia te dá essa mesma rota onde você pode estar lá fora com os caras e andando e não preso em um escritório fazendo aquelas coisas. Ocasionalmente estou em uma sala editando fotos e tal, mas eu não tenho nenhum real interesse em me tornar o dono de uma empresa ou algo assim. Isso parece muito estressante pra mim, eu não tenho estômago pra isso.

(EN) What’s your contribution for skateboarding on the business side? I know you work with the Flip team, Volcom, New Balance and others…

I try to stay away from the business side, I don’t wanna have anything to do with it, I stay completely out of the business world. I’ve been a skateboarder and now I’ve been shooting photos, that’s all I wanna do. I don’t wanna get tangled up in rotting companies and all that kind of stuff really. I like to be on the field. Being a rider, you’re obviously all about skating, and photography gives you that same route where you can be outside with the guys and skating, and not stuck in an office doing that kind of stuff. Occasionally editing photos and whatnot, but I have no interest really in becoming a company owner or something like that. That seems too stressful for me. I don’t have the kind of guts for that.

arto-saari-by-diego-sarmento-03Photography by Diego Sarmento

(PT) O que aconteceu com a Gravis? Uma marca legal, futurista e inovadora nos projetos, e em toda visão de marca. O que aconteceu realmente?

Mark Oblow foi o diretor criativo e o mentor por trás de todo o negócio. Ele foi até a Burton ou eles foram até ele, tanto faz. Ele criou esse conceito, construiu o time, e enxergou na frente o produto, contratou designers, sabe, colocou tudo em harmonia. A gente levou provavelmente uns 5 anos até que ela se estabelecesse no skate e fosse aceita. Porque nos primeiros anos quando as pessoas ouviam o nome Gravis elas tinham nojo ou diziam “ah, isso é uma porcaria”, porque a Gravis já era um nome existente, eles lembravam do que era antes, e eles diziam “não, não, não”. 5 anos nisso, e a marca estabilizou, diziam “é, a Gravis é legal”. Todo mundo conhecia, eles conheciam o produto, eles conheciam a vibe, eles conheciam tudo. Mas nessa época nós estávamos debaixo do guarda chuva da Burton. Eu acho que a Burton, como um todo, entrou no surf, skate e snowboard, e era uma empresa de snowboard, então ela expandiu. E ela colocou tanto dinheiro ao longo desses 5 anos que quando a recessão bateu não havia dinheiro suficiente entrando, então ela simplesmente não conseguiu segurar. Nós estávamos tentando manter as coisas funcionando, fazendo coisas diferentes para manter a marca, mas o negócio do snowboard estava tomando um baque, e ela não conseguia carregar a parte do surf da Analog, a parte do skate com a Gravis, haviam muitas despesas, então eu acho que o Jake Burton teve que cortar. E é compreensível, é uma merda ter tomado esse rumo, mas foi bem no limite de quando dissemos “ok, nós temos a marca estabelecida, agora podemos começar a vender, e aí não foi possível manter.

É engraçado porque agora você vê a HUF fazendo algo parecido…

É, então, o Dylan (Rieder) tinha uma visão bem sólida do que ele queria com os seus tênis e tal, ele tinha muitas ideias. Isso definitivamente parte daí, então ele está dando sequencia a essa vibe. Eu ouvi que tiveram uns dois tênis da Gravis que fizeram outras empresas ter reuniões do tipo “esse é o novo tipo de tênis que a gente tem que fazer”. Eu escutava coisas por aí… Essa foi uma época muito divertida, e um projeto divertido, porque foi tudo que acabou sendo, não durou, infelizmente, mas chegamos perto. Quase! Haha. Aí é que está, grandes empresas ficam grandes muito rápido, mas quando vem a época de vacas magras, você irá sobreviver? Essa é a parte difícil.

(EN) What happened to Gravis? A cool, futuristic and innovative brand in its projects, and all the brand vision. What really happened?

Mark Oblow was the creative director and the mastermind behind the whole thing. He went up to Burton or they came to him, whatever. He created this master, built the team, and oversaw the product, hired designers, you know, put the whole thing together. It probably took us 5 years before it was established in skateboarding and accepted. Cuz for the first few years when people heard the name Gravis and they were like “eew”, or “oh that sucks”, cuz Gravis was already an existing name, they remembered from what it was before, and they were like “no no no”. 5 years into it, it was stable, like “yeah Gravis is sick”. Everyone knew it, they knew the product, they knew the vibe, they knew everything. But at that time we’re under the Burton umbrella. I think Burton as a whole, they got into surfing, skating, snowboarding, and they’re a snowboard company, so they expanded. And they put so much money into it over the 5 years that when the recession hit and there wasn’t enough money coming in, so they just couldn’t hold on to it. We were trying to keep it going, doing different things to keep the brand going, but the snowboard business was taking a hit, and they just couldn’t carry the surf part of the Analog, the skate part with Gravis, there was just too much overhead, so I think Jake Burton had to cut it. And it’s understandealbe, it sucks that it went that way, but it was right on the brink where it was like “ok we got the brand established, now we can start selling”, and then they just couldn’t keep it.

It’s funny because do you see now HUF making the same…

Yeah, well, Dylan (Rieder) had a pretty strong vision of what he wanted with his shoes and stuff, he had a lot of input on that. It definitely stands from there, so he’s kinda carrying along that vibe. I hear like there were a couple of Gravis shoes that made other show companies had meetings going like “this is the new kinda shoe we gotta make”, I would just hear stuff around… That was a really fun time, and a fun project, cuz that’s all it ended up being, it didn’t last, unfortunately but it was close. Almost! Haha. That’s the thing, it’s like companies get big real quick, but when hard times hit can you last through those times? That’s the tough part.

arto-saari-by-diego-sarmento-04Photography by Diego Sarmento

(PT) O que você faz quando está fora do skate ou da fotografia?

Eu nunca estou realmente fora. Hahaha. Eu tentei sair em feriados antes… Eu basicamente sou muito ruim nisso, eu tenho que andar de skate ou tirar fotos o tempo todo. O skate é como um grande feriado de qualquer jeito, então… Eu não consigo ficar muitos dias sem um ou outro, eu tenho que fotografar pelo menos um quadro ou dois por dia. Eu fotografo alguma coisa praticamente todo dia: um par de cliques da persiana, pode ser qualquer coisa.

Eu vejo que você está com uma câmera o tempo todo…

É, entre família, skate, e fotografia, eu realmente não tenho tempo para nada mais…

Uma pergunta pessoal (por Diego Sarmento): você poderia falar mais sobre o projeto maluco no aeroporto, na Finlândia? Como você criou esse projeto?

Ah, sim, isso foi realmente legal. A agência Sek & Grey entrou em contato comigo e disse “Ei, você quer andar de skate em um aeroporto?” e eu pensei que fosse uma brincadeira, ou uns garotos tirando um sarro de mim via e-mail. Era tão curto e direto ao ponto, como “nos ligue, queremos que andem de skate, etc…” E acabou sendo de verdade, foi uma conjunção com esse aeroporto, com a FinnAir e essa agência. Eles tiveram a ideia, e eles contrataram meus amigos da Pablo Films pra fazer um vídeo disso. O pessoal na agência de propaganda meio que tinha essa ideia do que eles queriam fazer, mas eles não sabiam muito sobre skate, então eles nos deram muita liberdade criativa para fazer daquilo o que nós queríamos. Foram uns bons 8 meses de planejamento até que nós de fato fizéssemos aquilo. 8 meses para uma filmagem de 2 dias. Porque você tem que lidar com a segurança, as diferentes áreas do aeroporto, garantir que tudo funcione. O aeroporto estava trabalhando o tempo todo, eles não fecharam o aeroporto, nem nada. Isso foi muito divertido, um projeto realmente legal. Foi como uma oportunidade única na vida.

(EN) What do you do when you’re off of skateboarding or photography?

I’m never really off. Hahaha. I’ve tried to go on holidays before… I pretty much suck at it, I either have to skate or shoot photos at all time. Skateboarding is like a big holiday anyway so… I can’t go too many days without one or the other, I have to shoot at least a frame or two a day. I’ll shoot something pretty much everyday. A couple of clicks of the shutter, it could be anything.

I see you have a camera all the time…

Yeah, between family, skateboarding, and photography, I don’t really have any time for anything else…

A personal question (by Diego Sarmento)… Could you talk more about the insane project in the airport, in Finland? How did you create this project?

Oh yeah, that was really cool. Sek & Grey agency contacted me and said “Hey, you wanna skate through the airport?” and I thought it was a joke, or kids messing with me via e-mail. It was so short and straight to the point, like “Give us a call we want to skate”, etc… And it ended up being the real thing. It was a conjunction with that airport, with FinnAir and that agency. They came up with the idea, and they hired my friends Pablo Films to make the video of it. The people at the ad agency kinda had this idea of what they wanted to do, but they didn’t know much about skateboarding, so they gave us a lot of creative freedom to make it what we wanted. It was a good 8 month of planning before we actually did it. 8 month for a 2 day shoot. Cuz you had to deal with the security, and different areas, make sure that everything works out. The airport was running the whole time, they didn’t close the airport down or anything. That was really fun, really cool project. It’s like a once in a lifetime opportunity.

photography-by-arto-saari-01

photography-by-arto-saari-02Photography by Arto Saari

(PT) Legal, de verdade. Parabéns!

A última, Arto. Fale sobre a capa da The Skateboard Mag. Porque todo mundo pensou que era falsa, “photoshopado”, mas eu acho que foi um belo trabalho…

Eu acho que atualmente, as pessoas pensam instantaneamente “ah, que legal, photoshop”, mas o que as pessoas não sabem sobre ou não entendem sobre fotografia de skate é que ela não tem como ser “photoshopada”. Você não tem como alterar a imagem de nenhum jeito. Contraste, brilho, ok. E skatistas, eles querem algo de verdade, existem regras bem restritas quando se fala de tirar fotos de skate. Então eu queria fazer como uma foto real de skate, nós pintamos o pano de fundo, colocamos fogo, calculamos o tempo da volta de skate. Levaram umas duas voltas de teste, e obviamente quando você está lidando com gasolina, as coisas ficam perigosas bem rápido. Então você não tem muitas tentativas. Eu bati 10 fotos, e eles acertaram a manobra umas duas vezes durante isso, mas a foto não estava exatamente certa. Foi o último tiro, o último feito que foi o perfeito. O fogo estava bom, a posição dos skatistas estava boa, tudo deu certo. Esse foi um projeto muito divertido, porque foi meio que todos nós se unindo, todos trabalhamos nele. Foi ideia do Lance (Mountain) e do Steve (Olson), eles tiveram essa ideia por muito tempo, mas eles nunca realmente a colocaram em prática. E um dia o Lance simplesmente apareceu com uma lona 2×4 dizendo “ei, vamos construir a tela e depois resolver quem vai pintá-la”. Então você tinha essa lona gigantesca estendida nos fundos… O Lance deu uma pincelada e disse “Eu não posso fazer isso”. Ok, temos que encontrar alguém para pintar isso. Então o Tait (Roelofs) nos ajudou, e de repente todos estavam pintando. Foi muito legal. Eu acho que isso é o mais legal de fotografar skate, existem regras tão restritas do que você pode e do que você não pode fazer. É puramente documental.

(EN) Really nice. Congratulations!

Last one Arto. Talk about the cover of The Skateboarding Mag. Cuz everybody is thinking that it’s fake, photoshopped, but I think it’s a great job…

I think at this day and age, people instantly thinks “that’s cool, photoshop”, but what people don’t know about or don’t understand about skateboard photography is that it cannot be photoshopped. You cannot alter the image in any way. Contrast, brightness, ok. Skateboarders, they want the real thing, there are pretty strict rules when it comes to shooting skateboard pictures. So I wanted to make it like a real skateboard picture, so we painted the backdrop, we lit the gas, we timed it with the skating. It took a couple of practice runs, and obviously when you’re dealing with gasoline, it gets messy and dangerous pretty fast. So you don’t get that many tries. I shot 10 frames of it, and they landed the trick a couple of times throughout it, but the photo wasn’t quite right. It was the last frame, the last make that was perfect. The fire was good, the skaters positions was good, everything worked out. That was a really fun project, cuz it was kinda all of us coming together, we all worked together on it. It was Lance (Mountain) and Steve (Olson)’s idea, they had that idea for a long time but they never actually went for it. And one day Lance just showed up with the 2×4’s and the canvas saying “hey, let’s build the canvas and then figure out who’s gonna paint it”. So you got this huge canvas just sitting in the backyard. Lance took one brush at it and said “I can’t do this”. Alright, we gotta find someone to paint this. Then Tait (Roelofs) helped us, and then they’re all painting it. It was really cool. I think that is what’s rad about skateboarding photography, it has such strict rules of what you can and cannot do. It’s purely documentarian.

dogfight-photo-by-arto-saariPhotography by Arto Saari.

(PT) É isso cara, muito obrigado e prazer em te conhecer.

Certo, legal conhecer vocês.

(EN) That’s it man, thanks a lot and nice to meet you.

Yeah, nice to meet you.

arto-saari-by-diego-sarmento-05Photography by Diego Sarmento


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