Thanks Dylan


(PT) Porra… Eu queria conhecer ele, conversar com ele um dia. Eu queria clicar algumas fotos analógicas e produzir um vídeo com ele… Dylan Rieder abriu meus olhos, me fez enxergar o skate como arte. Ele me mostrou a mais perfeita harmonia entre corpo, vestuário e skate em movimentos que pareciam dança. Ele era um artista no skate. E quando não estava andando de skate, Dylan gostava de apreciar o trabalho de outros artistas, música e praia com seus amigos.

(EN) Fuck… I wanted to meet him, talk to him someday. I wanted to take some analog photos and to produce a video with him. Dylan Rieder opened my eyes, made me see skateboarding as art. He showed me the most perfect harmony between body, stylish and skateboard in movements that he looked like dancing. He was an artist on skateboard. And when he wasn’t skating, Dylan enjoyed treasuring the work of other artists, music and the beach with his friends.

hank-and-dylan-by-mike-oblowHank & Dylan | Photography by Mark Oblow

(PT) Eu não sei, realmente não sei como seria o desenvolvimento da minha personalidade – já que o skate é minha escola – sem a influência do Dylan Rieder. Em 2006, ele me mostrou o que é fluidez no vídeo “A Time to Shine” da Transworld – neste momento eu vi algo especial naquele moleque que era um pouco mais velho que eu. E depois, em 2009 no “Mind Field” a mesma fluidez com muita personalidade, entre as lendas e promessas da Alien Workshop – foi quando eu percebi que ele estava mais maduro e tinha mais que boas manobras. Um ano depois, 2010, ele apresentou a obra-prima. Lançada pela Gravis, com seu primeiro nome e ponto final no título, “Dylan.” foi um divisor de águas para mim, para o skate mundial – basta ter estudado na mesma escola que eu para saber disso. Teve ainda a participação dele no “cherry” de 2014, o aclamado vídeo da Supreme – neste vídeo ele deixou seu legado para a juventude, e só me mostrou mais uma vez como ele era único.

(EN) I don’t know, I really don’t know how grow up times would be – having skateboading as my school – without the influence of Dylan Rieder. In 2006, he showed me how to flow in “A Time to Shine” from Transworld – and right there I saw something special on that kid who was just a little older than me. And after, in 2009 on “Mind Field” he came back with the same flow and more character, between the legends and promises of Alien Workshop – then I realized that he was more mature and had a lot more to offer than just good tricks. One year later, in 2010, he presented his masterpiece… Released by Gravis, with his first name and a endpoint in the title, “Dylan.” was a turning point for me, and for worldwide skateboarding community… If you had study on the same school as I did, you’ll know it. There was also his participation on “cherry” in 2014, the acclaimed Supreme video – on this video he left his legacy for the youth, and only showed me once again how unique he was.

dylan-past-by-mark-oblowYoung Dylan | Photography by Mark Oblow

(PT) Dylan Rieder estava além, encontrado um pouco mais a frente da nossa linha do tempo medíocre. E não demorou muito para se conectar com outros skatistas únicos como ele. Austyn Gillette, por exemplo, foi um grande amigo dele, eles tinham muito em comum. Por isso os dois entraram juntos no time da HUF, como verdadeiros “parceiros de crime”, em uma campanha totalmente diferente. Depois, o vídeo de lançamento do modelo de tênis da HUF assinado pelo Dylan, foi uma obra de arte, com as formas do corpo de uma modelo e a finesse do skatista, interagindo entre os quadros de manobras. Arte.

(EN) Dylan Rieder was beyond, his steps was a little bit further than our mediocre timeline. And it didn’t take long for him to connect with other skateboarders so unique as him. Austin Gillette, for example, was a big friend of his, and they had so much in common. That’s why they both joined the HUF team, as true “partners in crime”, in a totally different campaign. After that, the release video of the shoe model from HUF signed by Dylan was a work of art, with the body shape of a model and the finesse of the skateboarder, interacting between frames of tricks. Art.

austyn-gillette-and-dylan-riederAustyn Gillette & Dylan Rieder | Photography by Fabiano Rodrigues

(PT) Portanto um novo estilo de se comportar no skate e fora do skate nasceu e se espalhou por todo o mundo. É isso que os visionários fazem, não é? Criam novas fórmulas, novos conceitos, certo? Eu penso que rotulações não são muito legais, mas “Team Handsome” soa bem. Assim foi chamado o seleto grupo de skatistas diferenciados que tinham gostos parecidos com aqueles de seu embaixador e que agora darão continuidade a este legado que definitivamente transformou o skate em arte e influenciou comportamentos e tendências de moda. E para mim, para nós, só resta agradecer essa pessoa especial que nos deixou cedo, aos 28 anos, no dia 12 de outubro de 2016. Obrigado Dylan.

(EN) So a new way of behaving on and off skateboard was born and spread throughout the world. That’s what visionaries do, isn’t it? They create new formulas, new concepts, right? I think labeling is not that cool, but “Team Handsome” sounds so good. That’s how it was called the select group of differentiated skaters that had similar taste to those of its ambassador and that now will give continuity to this legacy that definitely transformed skateboarding into art, and influenced behaviors and fashion trends. And to me, to us, all there is left to do is say thanks to this special person that left us so early, at the age of 28, on October 12th 2016. Thanks Dylan.

Words by Marlon D. Oliveira.


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