Thaynan Costa


(PT) Algumas pessoas dizem que idade é sinônimo de experiência e sabedoria. Daqui para frente, quando alguém me falar isso, eu vou lembrar imediatamente da conversa que tive com o jovem Thaynan Costa e descordar desse pensamento equivocado. Com 13 anos de idade, o brasileiro Thaynan foi morar em Portugal com sua família. Hoje, com 20 anos de idade, ele viaja pelo mundo buscando conhecimento, amizades e diversão. Eu conversei com ele no início de outubro, quando ele estava em Los Angeles, Estados Unidos, logo após ter vindo para o Brasil pela primeira vez, desde sua mudança para Portugal.

(EN) Some people say that age is a synonym for experience and wisdom. From now on, when somebody tells me that, I’ll immediately remember the chat I had with the young Thaynan Costa and disagree with this mistaken thought. With 13 years of age, Brazilian Thaynan went to live in Portugal with his family. Now, with 20 years old, he travels the world seeking knowledge, friendships and fun. I talked to him in the beginning of October, when he was in Los Angeles, United States, right after coming to Brazil for the first time, since he moved to Portugal.

01-Thaynan-by-Paulo-MacedoPhotography by Paulo Macedo

(PT) Você mora em Lisboa, né?

Moro em Lisboa, lá em Cascais (vila portuguesa no Distrito de Lisboa). Mas na real, tô por aí agora… Esse ano (2015), se eu fiquei em casa um mês foi muito, eu acho.

Nunca tinha vindo para o Brasil, depois que foi?

Não. A primeira vez que eu voltei para o Brasil foi agora para filmar para o novo vídeo da DC Shoes.

Você apareceu para o mundo no vídeo Oververt da Enjoi. Já passou um tempo, mas eu tenho curiosidade… Quando você entrou na Enjoi, já estavam filmando para o vídeo? Como começou a tua participação?

Os caras estavam filmando, mas eu não sabia que teria parte no vídeo. Eu estava gravando com os caras e tal, mas ninguém falou pra mim: “Você vai ter parte no bagulho.” Tá ligado? Eu fui numas viagens… Fui para a China com eles… Sempre que eu vinha para os Estados Unidos, ficava um tempo na casa do Louie (Barletta), então ia filmando com os caras. Na real, quando saiu o vídeo, foi quando eu tive a certeza que havia entrado mesmo na família Enjoi. Eu já estava com eles mas, quando saiu o vídeo, foi quando entrei no bagulho mesmo!

Mano, da hora!

Na premiere do vídeo, eu não conhecia muita gente, tinha uns parceiros e tal, mas eu tava meio perdido, aí o Louie chegou e chamou: “Senta aí com a gente.” Aí começou o vídeo, apareceu minha parte e os caras me abraçaram, me deram cerveja e falaram: “Bem vindo a família.” Car*****… Depois eu nem consegui assistir o resto do vídeo! Hahaha.

Tipo, eu ando de skate, faço minhas doideras… Mas, desses bagulhos do “game”, eu não sei nada, eu só ando de skate! Não quero nem chegar perto desses bagulhos aí.

Eu vi que você não usa muito as redes sociais para se auto promover como tantos outros skatistas que publicam onde estão e manobras o tempo todo.

Skate pra mim é arte. Pra mim, se você tá fazendo uma video part, você tá pintando um quadro. Você via o (Pablo) Picasso, o (Salvador) Dalí ou o (Joan) Miró se auto promovendo? Os caras só faziam o bagulho deles e já era. Eu acho que é isso. Claro que tem pessoas que gostam, eu respeito. Mas eu não me sinto confortável e acho que eu nunca vou fazer isso. Se o patrocínio pedir alguma coisa, tipo: “Pô, coloca o trailer.” Claro, isso aí eu faço.

Muita gente é dependente disso. Eu não sou dependente disso. Pra mim, não importa se eu tenho 0 likes ou 1000 likes, não vai mudar nada na minha vida. Skate pra mim é sair na rua com meus amigos, sair “remando” e ver o que vai acontecer. Não é acordar de manhã e fazer um post na hora certa, todo dia. Minha vida tá lá fora e não nessa tela pequena… São maneiras diferentes de pensar. Se eu falo o jeito que eu penso, tem gente que vai me chamar de louco. Pra mim, louco se acomoda com alguma coisa, tipo, só sobrevive e não vive. Eu tô vivendo como eu quero, aproveitando a vida, conhecendo o mundo.

(EN) You live in Lisbon, right?

I live in Lisbon, there at Cascais (Portuguese village in the district of Lisbon). But for real, I’m everywhere right now… This year (2015), if I stayed at home a month it was too much, I guess.

You never came to Brazil after you moved there?

No. The first time I came back to Brazil was now to shoot the new DC Shoes video.

You appeared to the world in the video Oververt from Enjoi. It’s been a while, but I’m curious… When you joined Enjoi, they were already shooting for the video? How did your participation started?

The guys were filming, but I didn’t know I would take part in the video. I was shooting with them and whatnot, but nobody told me: “You’ll take part in this shit.” You know? I went on some trips… Went to China with them… Every time I came back to the States, I’d stay a while in Louie’s (Barletta) house, so I was always filming with the guys. Actually, when the video came out, that’s when I was sure I had joined the Enjoi family for real. I was already with them but, when the video came out, that`s when I really joined it!

Man, that`s awesome!

On the video premiere, I didn’t know a lot of people, had a few buddies and all, but I was a little lost, then Louie came up and said: “Sit here with us.” Then the video started, my part appeared and the guys hugged me, gave me beer and said: “Welcome to the family.” F***… After that I couldn’t even watch the rest of the video! Hahaha.

It’s like, I still ride my skateboard, do my crazy stuff… But, that stuff from the “game”, I don’t know nothing, I just ride a skateboard! I don’t even wanna come close to that stuff.

I see you don’t use social networks a lot to promote yourself as much as other skaters that post where they are and their tricks all the time.

Skateboarding for me is art. For me, if you`re making a video part, you`re painting a picture. Did you see (Pablo) Picasso, (Salvador) Dalí or (Joan) Miró self promoting? Those guys only did their thing and that’s it. I think that’s the point. Of course there’s people who like it, I respect that. But I don’t feel comfortable and I think I’ll never do it. If the sponsorship asks for something like: “Dude, put the trailer there.” Of course, that I’ll do.

A lot of people depend on it. I don’t depend on it. For me it doesn’t matter if I have 0 likes or 1000 likes, it won’t change a thing in my life. Skateboarding to me is going out on the street with my friends, going out pushing to see what happens. It’s not waking up in the morning and posting something at the right time, everyday. My life is out there and not on this small screen… These are different ways of thinking. If I speak the way I think, there’s people who are gonna call me crazy. To me, a crazy person settles with something, like, just survives and doesn’t live. I’m living the way I want to, enjoying life, getting to know the world.

02-Thaynan-by-Diogo-SmithPhotography by Diogo Smith

(PT) Para quantos países você viajou apenas nos últimos seis meses?

Deixa eu pensar… Argentina, Estados Unidos, México, Brasil, Dinamarca, Itália, Espanha e Alemanha. Tem países que eu fui mais vezes. Fui pra Buenos Aires, depois Patagônia, Argentina. Fui para o Alasca, Estados Unidos.

Caramba… Qual era a “missão” no Alasca?

O Jonathan Mehring mandou um e-mail convidando para a viagem e eu nem conhecia ele, mas topei – sem nem saber como seria, nem quem iria. Primeiro, porque era o Alasca, poderia ser a única chance da minha vida. E, segundo, porque eu sempre quis conhecer o Jonathan, eu sempre gostei das fotos dele.

Foi eu, o Marius Syvanen, Daryl Angel, Bobby Worrest, Justin Brock, o fotógrafo Jonathan Mehring e o filmmaker Stephen Marino. Nós passamos por três cidades, as maiores do Estado do Alasca. A gente andou de skate, acampamos… E lá não tinha noite, 24 horas de dia. Totalmente diferente, muita natureza, muitos animais. Nos últimos dias da viagem a gente nem andou de skate mais, porque fomos muito longe de carro. A gente acampava no meio do mato, fazia marshmallow na fogueira e o Jonathan tocava violão. Vibe boa. Vendo aquelas montanhas, aquelas paisagens incríveis. Foi uma experiência de vida para abrir a mente.

Você leva sua câmera de filme nas viagens?

Em todas viagens eu levo a câmera e rolos de filmes. Também levo sempre uma polaroid. Com a polaroid eu gosto de fazer retratos dos meus amigos e com a outra câmera vou fazendo fotos da viagem. Eu tenho muitos filmes lá em casa. Eu gosto de guardar os filmes e revelar depois. Eu viajei o ano inteiro e não revelei nenhum filme ainda.

(EN) To how many countries have you traveled to in the last six months?

Let me see… Argentina, United States, Mexico, Brazil, Denmark, Italy, Spain and Germany. To some countries I’ve been more than once. I went to Buenos Aires, then Patagonia, Argentina. I went to Alaska, United States, also.

Damn… What was the “mission” in Alaska?

Jonathan Mehring sent me an e-mail inviting me to the trip and I didn’t even know him, but I agreed – without even knowing what it would be like, nor who was going. First, because it was Alaska, it could have been the only chance in my life. And, second, because I always wanted to meet Jonathan, I always liked his pictures.

It was me, Marius Syvanen, Daryl Angel, Bobby Worrest, Justin Brock, the photographer Jonathan Mehring and the filmmaker Stephen Marino. We went to three cities, the biggest in the state of Alaska. We rode, camped… And there was no night there, 24 hours a day. Totally different, a lot of nature, many animals. On the last days of the trip we didn’t even ride anymore, because we went very far by car. We used to camp in the middle of the woods, cook marshmallows in the fire and Jonathan would play guitar. Good vibe. Watching those mountains, those amazing sights. It was a life experience to open up the mind.

Do you bring your film camera on these trips?

I take my camera and my film rolls on all the trips. I also always bring a Polaroid. With the Polaroid I like to make portraits of my friends and with the other camera I take pictures of the trip. I have many films back home. I like to keep the film rolls and reveal them later. I traveled all year and I still haven’t revealed any.

03-Thaynan-by-Diogo-SmithPhotography by Diogo Smith

(PT) Como é sua vida lá em Portugal?

Eu gosto pra caramba de Portugal. É o melhor lugar. Quando eu volto pra casa, meus amigos estão lá. É tudo perto. Eu moro na frente da praia, do lado da skatepark e do lado da estação de trem. O clima é bom e é tranquilo. Eu gosto de tranquilidade. Quando eu tô em Portugal, eu nem faço muita coisa. Fico chillin. Faço umas fotos, desenho, escrevo…

Com o suporte da Red Bull, você e seus amigos construíram um novo local para andarem. Como aconteceu isso?

Eu sempre quis aprender a construir umas rampas… Aí eu falei para a Red Bull que eu queria fazer esse projeto com meus amigos, aí eles aprovaram e pagaram todo o cimento que usamos. Tínhamos dois amigos que sabiam construir bem, aí nós chamamos eles. Fomos lá no local e pensamos o que queríamos, fizemos um desenho doido – com coisas que não são comuns em skateparks – e começamos a construir. Ficamos dois meses construindo. Eu tinha que viajar as vezes e eles ficavam lá construindo. Quando eu tava lá, eu ia todos os dias ajudar. Foi um projeto grande, a gente acabou um dia antes da inauguração. Foi uma experiência bem louca. Agora, a gente já sabe construir um pouco. Se a gente quiser fazer ou arrumar um pico, a gente já tem uma noção.

(EN) How is your life in Portugal?

I like Portugal a lot. It’s the best place. When I go back home, my buddies are there. Everything is close. I live in front of the beach, next to a skatepark and to a train station. The weather is good and it is calm. I like tranquility. When I’m in Portugal, I don’t even do much. I just chill. I take some pictures, draw, write…

With Red Bull’s support, you and your friends built a place to ride. How did that happen?

I always wanted to learn how to build ramps…. Then I told Red Bull I wanted to make this project with my friends, then they approved and payed all the cement we used. We had two friends that knew how to build well, and we called them. We went to the spot and thought about what we wanted, did a crazy design – with things that are not usual in skateparks – and started to build. We kept building for two months. I had to travel sometimes and they stayed there building. When I was there, I’d go everyday to help. It was a big project, we finished a day before the opening. It was a very insane experience. Now, we already know how to build a little. If we want to make or fix a spot, we already have a notion.

04-Thaynan-by-Diogo-SmithPhotography by Diogo Smith

(PT) Então tua relação com a Red Bull é boa, eles abraçam os projetos? Fala um pouco sobre isso. Tem uma galera que crítica as empresas de fora do skate que entram, eu acho legal ter a opinião de quem tem o suporte.

Na real, eu nunca tive problemas com eles. Minha opinião é totalmente diferente dessa. Eu poderia ser um hater também, igual todo mundo. Eu não gosto de logo grande, por exemplo. Se eles falarem: “Você tem que usar o boné todos os dias, sempre.” Aí não. Porque aí não sou eu. Entendeu? Eu uso, só que ao natural. Eles tem a mente aberta, eles escutam.

No ano passado, antes de machucar o joelho, eu tinha feito um projeto que era eu e meus amigos viajando do norte ao sul de Portugal, fazendo umas intervenções de arte, e a Red Bull tinha abraçado. Eles iriam pagar tudo, só que eu me machuquei e não consegui fazer isso. Praticamente, qualquer loucura que você pensar, eles podem tornar realidade.

Eu entendo o que as pessoas falam, mas eu acho que eles tão dando oportunidade pra muitos caras que não teriam oportunidade. Claro, ser um garoto propaganda, não. Mas você pode fazer parte desse mundo, não sendo uma propaganda ambulante. Você pode conservar os seus princípios e ir até onde você acha que pode ir.

Eu operei o joelho… Eu poderia ter esperado, sei lá, dois meses… A Red Bull disse: “Você vai operar já.” Operei com os melhores médicos de Portugal – os mesmos dos jogadores de futebol – e foi eles que fizeram tudo. Nada pra Red Bull é impossível. Se você falar pra eles: “Eu quero pular da lua.” Os caras vão dar um jeito. Eu vou na Red Bull e eles falam pra mim: “Pensa numa coisa que você acha que é impossível e fala pra gente, que a gente vai tornar realidade.” Aí eu falo: “Pode crer…”

De boa, eu respeito as pessoas que tem esse pensamento… Mas se você for conversar com elas, esse pensamento bate de frente com outra coisa que é o mesmo pensamento, só muda o nome. Acaba na mesma finalidade. Tipo: “Eu não aceito isso por causa disso.” Mas eles aceitam outra coisa que no final é a mesma coisa que eles não aceitam. Entendeu? Mas eu tô tranquilo. Passa nada!

Se tá somando, tranquilo…

Eu acho que tá somando. Se você não sai dos seus princípios, tá tranquilo. Se você ainda é você, é o que interessa. É muito fácil os caras falarem mal, criticarem… Porque fazem isso? Porque é um bagulho muito fácil de fazer. Não só falando da Red Bull, no total. É muito fácil criticar, por isso todo mundo critica. Agora mudar ou fazer uma coisa extraordinária, um bagulho louco… Dá pra contar nos dedos de uma mão, quantas pessoas fizeram. Mas é isso aí, o mundo é um lugar muito doido mesmo.

Certeza. Sobre a viagem para a Lua, vai ser quando? Haha.

Hahaha. Eu pensei em colar em Marte, na real. Por uma bandeira lá… “Peace and Love”. Hahaha. Mas seria uma boa ideia ir pra Lua, hein!? Dar um Flip na Lua… Dar um No Comply… Haha.

(EN) So your relationship with Red Bull is good, do they embrace your projects? Talk a little bit about that. There’s people who criticize companies who come from outside of skateboarding that get in, I think it’s cool to have the opinion of someone who has their support.

For real, I never had problems with them. My opinion is totally different from that. I could be a hater too, like everybody else. I don’t like big logos for example. If they go like: “You have to wear a cap every day, always.” Then it’s a no. Because then it’s not me. Got it? I’ll wear it, but naturally. They`re open minded, they listen.

Last year, before I hurt my knee, I had made a project that was me and my friends traveling from north to south of Portugal, doing some art interventions, and Red Bull had embraced it. They would pay everything, but I got hurt and couldn’t go through with it. Basically, anything crazy you think of, they can make it reality.

I understand what people say, but I think they`re giving an opportunity to a lot of guys that wouldn’t have an opportunity. Of course, be an ad boy, no. But you can be part of this world, without being a walking ad. You can preserve your principles and go as far as you think you can.

I had surgery on my knee… I could have waited, I don’t know, two months… Red Bull said: “You’re having surgery right now.” I had it with the best doctors in Portugal – The same that soccer players have – and Red Bull took care of everything. Nothing for Red Bull is impossible. If you tell them: Ï wanna jump from the moon.” Those guys will find a way. I come up to Red Bull and they tell me: “Think of something you think it’s impossible and tell us, we’ll make it reality.” Then I go like: “Alright…”

For real, I respect people who have this thought… But if you talk to them, this thought goes against something else that is the same thought. It ends in the same place. Like: “I don’t accept this because of this.” But they accept something else that in the end is that same thing they don’t accept. Got it? But I’m all good. That doesn’t bother me.

If you’re bringing something to the table, it’s all good.

I think I am bringing something to the table. If you don’t fall out of your principles, it’s ok. If you’re still yourself, that’s what matters. It’s too easy for everybody to say something, criticize… Why do people do that? Because it’s something too easy to do. I’m not speaking only about Red Bull, but in general. It’s too easy to criticize, that’s why everybody does it. But to change or do something extraordinary, something crazy… You can count on the fingers of one hand, how many people did. But that’s how it goes, the world is really a very crazy place.

For sure. About the trip to the Moon, when is that gonna be? Haha.

Hahaha. I thought about hitting Mars, for real. Put a flag up there… “Peace and Love”. Hahaha. But it would be great to go to the moon, huh!? Throw a Flip on the moon… pull off a No Comply… haha.

05-Thaynan-by-Diogo-SmithPhotography by Diogo Smith

(PT) Acho que era isso, Thaynan. Valeu, cara. Quer deixar uma mensagem?

Vão viver! Não sobreviver. Viajar… Porque a única coisa que vamos levar daqui do mundo é o que a gente vê, o que a gente aprende. E o conhecimento, sabedoria, a gente adquire viajando e lendo um pouco, claro. E a cada lugar, a cada cultura nova, a cada pessoa que você conhece vai abrindo uma nova porta na sua mente e cada vez vai abrindo mais e mais. Então, é só as pessoas abrirem a mente. Vão viver! É isso.

(EN) I think that’s it, Thaynan. Thanks, man. Wanna leave a message?

Go live! Don’t survive. Travel… Because the only thing you’re gonna take from this world is what we see, what we learn. And knowledge, wisdom, we acquire by traveling and reading a little, of course. And each place, each new culture, each person you meet starts to open up a new door in your mind and each time it opens more and more. So, it’s just about people opening up their minds. Go live! That’s it.

Interview by Marlon D. Oliveira.


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